sábado, 17 de novembro de 2007

Good Luck!!!!

Ontem concerto da Vanessa da Mata no Coliseu do Porto. Repetiu duas vezes a música do Verão, Boa Sorte/ Good Luck: "There is a disconnection/ See through this point of view/ There are so many special people in the world/ So many special people in the world in the world/All you want/ All you want".


Pergunta do dia
Se há tantas pessoas especiais no mundo porque diabo eu não as conheço???????

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Without True Love... We Just EXIST...

Duas músicas estonteamente bonitas de um dos meus filmes favoritos: Alfie... aparentemente umA comédia mas das coisas mais tristes feita em cinema. O primeiro clip com a música original do filme de 1967 com o Michael Caine, nomeado ao Oscar de melhor musica. A segunda dos Rolling Stones feita para o remake de 2004 com o bom do Jude.



What's it all about, Alfie?
Is it just for the moment we live?
What's it all about when you sort it out, Alfie?
Are we meant to take more than we give
or are we meant to be kind?
And if only fools are kind, Alfie,
then I guess it's wise to be cruel.
And if life belongs only to the strong, Alfie,
what will you lend on an old golden rule?
As sure as I believe there's a heaven above, Alfie,
I know there's something much more,
something even non-believers can believe in.
I believe in love, Alfie.
Without true love we just exist, Alfie.
Until you find the love you've missed you're nothing, Alfie.
When you walk let your heart lead the way
and you'll find love any day, Alfie, Alfie.



thought I shook myself free
You see I bounce back quicker than most
But i'm half delirious, Is too mysterious
You walk through my walls like a ghost
And I take everyday at a time
I'm as proud as a Lion in his Lair
Now there's no denying it, a note to crying it
Your all tangled up in my head

Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Harder than November rain
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Hard enough to feel the pain

We haven't spoken in months
You see i've been counting the days
I dream of such humanities, such insanities
I'm lost like a kid and i'm late
But i've never taken your coats
Haven't no block on my phone
I act like an addict, i just got to have it
I can never just leave it alone

Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Harder than November rain
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Hard enough to feel the pain

And I can't give you up
Can't leave you alone
And its so hard, so hard
And hard enough to feel the pain

Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Harder than November rain
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Hard enough to feel the pain

sábado, 10 de novembro de 2007

Tira a teima

Esta música que andei a cantar feita louca nos últimos dias, parece que foi feita para mim. Eu não levo as coisas de ânimo leve, não faço nada gratuitamente, não digo nada por dizer. E acredito sinceramente que aquilo que sou pode ferir, rasgar e queimar :) E ainda graças a esta música o segurança do meu prédio pensa que sou louca, porque me apanhou estacionada à porta de casa, sozinha às 4 da manha, a dançar e cantar isto energicamente. E por falar em energia...

Se um dia me aproximar de ti
Não penses que é só um flirt
Não julgues que é um filme
Que já viste em qualquer parte
Pensa bem antes de agires
Evita ser imprudente
Faz a carta do meu signo
E vê à lupa o ascendente
Tem cuidado e tira a teima
Vê aquilo que sou


Tem cuidado e tira a teima
Que sou tu não sonhas ao que venho
Não sabes do que sou capaz
Eu dou tudo quanto tenho
Não funciono a meio gás
Vem sentar-te à minha frente
E diz-me o que vês em mim
Não respondas já a quente
Pondera antes de dizer sim


Tem cuidado e tira a teima
Porque aquilo que sou fere, rasga e queima
Tem cuidado e tira a teima
Porque aquilo que sou fere, rasga e queima
Diz-me diz-me se vês o granito
Onde a cidade, os grandes temas
Diz-me se vês o amor infinito
Ou somente um par de algemas

Tem cuidado e tira a teima
Vê aquilo que sou
Tem cuidado e tira a teima
Vê aquilo que sou.

Canção Simples... Fazes muito mais que o sol...

Eu já há muito tempo de andava de olho neste senhor, mas sinceramente o projecto Toranja nunca me entusiasmou. Agora este novo projecto, principalmente CANÇÃO SIMPLES, enche-me as medidas. O poema é lindissimo, a voz enebriante, o video clip uma delícia. Ainda para mais o Tiago é um querido que me prometeu que quando viesse ao Porto me ia cantar ao ouvido. Dá gosto elogiar artistas assim... Cá o espero.


Há qualquer coisa de leve na tua mão,
Qualquer coisa que aquece o coração
Há qualquer coisa quente quando estás,
Qualquer coisa que prende e nos desfaz

Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol

A forma dos teus braços sobre os meus,
O tempo dos meus olhos sobre os teus
Desço nos teus ombros para provar
Tudo o que pediste para levar

Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais…

Tens os raios fortes a queimar
Todo o gelo frio que construí
Entras no meu sangue devagar
E eu a transbordar dentro de ti

Tens os raios brancos como um rio,
Sou quem sai do escuro para te ver,
Tens os raios puros no luar,
Sou quem grita fundo para te ter

Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais…

Quero ver as cores que tu vês
Para saber a dança que tu és
Quero ser do vento que te faz
Quero ser do espaço onde estás

Deixa ser tão leve a tua mão,
Para ser tão simples a canção
Deixa ser das flores o respirar
Para ser mais fácil te encontrar

Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais…

Vem quebrar o medo, vem
Saber se há depois
E sentir que somos dois,
Mas que juntos somos mais

Quero ser razão para seres maior
Quero te oferecer o meu melhor
Quero ser razão para seres maior
Quero te oferecer o meu melhor

Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Homenagem Póstuma


David Chase, um argumentista com muita experiência em televisão, mas sem nada de significativo no currículo, propôs a série Sopranos a duas grandes redes norte-americanas, mas viu o seu projecto ser rejeitado por ambas. Depois de algum tempo, o canal por cabo HBO ponderou a proposta e em 1999 Sopranos foi desenvolvida com qualidades e características impossíveis numa emissora de canal aberto. Não só por serem outros os limites de auto censura na violência e na linguagem, mas também porque a escolha do protagonista, James Gandolfini, não teve que passar pela aprovação dos lugares comuns estéticos, habituais na televisão de canal aberto. Gandolfini: careca, carrancudo e barrigudo representa Tony Soprano, chefe de duas famílias, a sua própria e a da máfia de New Jersey.

Eduardo Cintra Torres apresenta no seu texto “A mil dos anos dos Sopranos”, a sua visão da série: "Há uma mensagem implícita em Sopranos: as coisas nunca são apenas o que são, dizem mais do que dizem à superfície - assim é o poema, assim são os Sopranos." O critíco de televisão sobressai a luta entre o bem e o mal na série e a confusão que esta pode provocar nos espectadores: "Os Sopranos podem viver do crime, extorsão e ilegalidade, mas quando um polícia honesto multa Tony por excesso de velocidade, a mulher, que sabe muito bem donde vem o dinheiro para a casa, comenta a seu lado que os polícias bem podiam era andar atrás dos traficantes de droga." Cintra Torres compara esta série com O Padrinho de Francis Ford Coppola e premeia a sua genialidade afirmando que esta “é uma de três ou quatro que podem aspirar ao galardão informal de melhor série televisiva de sempre.”

Com as primeiras cinco temporadas já exibidas em Portugal, a sexta e última temporada começou a ser exibida nos Estados Unidos a 3 de Março de 2006.

O sucesso dos Sopranos foi tão grande, que a série se tornou uma âncora para a toda a programação da HBO. Com vários galardões ganhos, David Chase, o criador da série foi o mais premiado, principalmente a nível monetário com 15 milhões de dólares por temporada.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

RUN FORREST, RUN!!!!!!


Para os amantes de cinema aqui fica este docinho. Beijos para todos.

Lost... in a Plot


A série Lost criou aquilo que já foi apelidado de Lostmania, sendo o melhor exemplo de como a televisão movimenta dinheiro muito para além dos ecrãs. Nos últimos três anos a ABC lançou livros (destaque para o caso de sucesso Lostpedia), colecções de roupa, Goodies (pequenos bonecos de plástico que reproduzem personagens de ficção) e provocou a discussão no seio de diferentes meios. Uma busca pela série Lost no Google, remete-nos a 455 milhões de entradas e num qualquer fórum sobre esta série (existem centenas em línguas diferentes), um tópico novo merece por vezes mais de 1000 comentários de usuários.
Lost é como na maioria das séries de sucesso, uma produção norte americana. A espinha dorsal do argumento é a queda de um avião numa ilha aparentemente deserta e a consequente forma como os sobreviventes vão, passa a redundância, sobreviver. Lost começou a ser desenvolvido em Janeiro de 2004, quando o então director da ABC, Lloyd Braun encomendou um argumento baseado numa ideia que ele afirmava ter há algum tempo, uma mistura do filme Cast Away e o reality show Survivor. Braun contratou J.J. Abrams, criador da série de culto Alias, para juntamente com Damon Lindelof, criar o estilo único da série e das suas personagens. O primeiro episódio foi para o ar nos Estados Unidos no dia 22 de Setembro de 2004 naquele que foi o episódio de um programa mais caro da história da televisão. Curiosamente e mesmo depois de centenas de prémios ganhos, Lloyd Braun foi despedido pela Disney, dona da cadeia ABC, por ter aprovado um projecto tão caro e arriscado. Em relação às críticas pela falta de respostas dadas na ilha, os argumentistas respondem: “Os críticos são fãs da série e quando eles estão a fazer uma critica negativa, fazem-na com o seu cérebro de fã a funcionar e não objectivamente como críticos de televisão.” Prepotência ou não, o certo é que a ABC assinou no início deste mês um contrato milionário até 2010 com J.J. Abrams e Damon Lindelof, altura em que a série contará a sua sexta temporada. Até lá ficarão por resolver os mistérios que assolam a ilha: homens invisíveis, ursos polares que saltam de livros de banda desenhada, mortos que voltam à vida, indivíduos que não envelhecem e o já carismático monstro lostzilla que não parece mais do que uma densa nuvem de pó.
PS- Sou uma lostmaniac... Também está definitivamente no meu top 3. E para quem sabe do que eu estou a falar... Digam lá que o "The man behind the curtain" não vos arrancou da cadeira... God loves you as He loved Jacob.

Nip/ Tuck: A Face Lift of a Drama



Nip/Tuck é uma polémica série dramática norte-americana. Foi criada por Ryan Murphy para o canal por cabo FX Networks e exibida pela primeira vez a 22 de Julho de 2003, tornando-se na estreia com mais espectadores na televisão por cabo americana. Nip/Tuck segue a vida de dois cirurgiões plásticos de Miami, Sean McNamara (Dylan Walsh) e Christian Troy (Julian McMahon). A série, embora não seja estritamente uma soap opera, apresenta alguns “story arcs” (tramas que se desenvolvem ao longo da série e que se ligam ao longo dos episódios). A série tem atraído criticas de grupos como Parents Television Council e outros, devido às suas cenas explicitas de procedimentos cirúrgicos e actos sexuais.
A série é definida pelo elenco e produtores como: “Non-Ortodox, agressive, caotic, dangerous, tender, emocional, delicious, rude and sometimes ridiculous…”
Na verdade Nip/ Tuck dificilmente se encontra dentro de uma definição de género, uma vez que é uma mistura de vários referentes e ao mesmo tempo uma fórmula inédita na televisão mundial.
Ryan Murphy afirma que a série é sobre as escolhas que as pessoas fazem na vida e sobre as consequências que estas produzem. Não é acerca de finais felizes e sim acerca de pessoas ambíguas, moralmente incorrectas de quem o publico pode até nem simpatizar.
Aquando do processo de preparação da série, Ryan Murphy e os restantes produtores sentiram-se divididos entre fixar a série em Miami ou em Los Angeles. Optaram pela primeira cidade, uma vez que esta lhes oferecia mais alternativas a nível de argumento. Los Angeles é o tipo de cidade que está e estará sempre associada ao mundo do cinema enquanto que Miami para além de ser a cidade de acolhimento de muitas etnias, é uma cidade onde o sol e a praia são a prioridade de muitos moradores. Assim sendo, a tirania da beleza e da perfeição exige que cada vez mais pessoas recorram à cirurgia plástica para poderem pertencer a este mundo cor-de-rosa.
Na verdade Nip/ Tuck não fala das cicatrizes externas, daquelas que se curam com ou depois de uma cirurgia plástica e sim das internas, daquelas que não se podem curar. Nip/ Tuck mostra que a maioria das pessoas que quer mudar alguma coisa no seu exterior, é porque se sente descontente com o seu interior. Talvez por isso a cirurgia plástica seja viciante, porque um individuo descontente consigo próprio, nunca vai atingir a perfeição mesmo que seja, como diria Christian Troy, “a perfect ten”.
Ao mesmo tempo que mostra o drama na vida das personagens, a série enche-nos os olhos com visões de roupas de griffes, carros de alta cilindrada, tecnologia de ponta e casas saídas de revistas de decoração, que já fizeram com que críticos apelidassem a série de “trágico-comédia vestida de Armani”. Para Ryan Murphy, apenas num mundo tão superficial como o de Miami e o das operações plásticas se pode mostrar a crueldade e o horror que existe em cada meio, por mais glamour que tenha. Este é o tipico caso em que os opostos são ilustrativos e até imprescindíveis.
Mas Nip/ Tuck não tem a intenção apenas de chocar sensibilidades, de esticar a corda ao máximo possível. A maioria das histórias que aparecem em Nip/ Tuck são baseadas em casos reais e a série pretende mostrar assim que a cirurgia plástica tem mais importância na vida das pessoas do que aquilo que elas realmente querem admitir.
Para John Hensley, actor que interpreta o papel de Matt, a ambiguidade das personagens é o principal ingrediente para fazer desta uma série de sucesso: “There no good guys at Nip/Tuck, and that’s what I love about it”.
Nip/Tuck fala essencialmente de amor. Não de um ponto de vista romântico ou convencional e sim de uma forma nunca abordada na televisão. Christian é apaixonado por Júlia. Sean é apaixonada por Júlia. Júlia sente-se dividida entre a paixão por Christian e o amor por Sean. Mas a verdadeira história de amor de Nip/ Tuck não está neste trio amoroso. A verdadeira história de amor é vivida entre Sean e Christian, dois amigos que têm uma relação extremamente honesta, como raramente se consegue ver. E é aqui que Nip/ Tuck mais uma vez marca a sua diferença. Até então nunca existiu uma série cuja centralidade estivesse na história de amor entre dois homens heterossexuais, que mais do que amigos, mais do que irmãos, são a alma gémea um do outro, a outra metade da laranja.
Com desempenhos notáveis nos papéis principais; personagens secundárias extremamente ricas e bem moldadas; consultoria clínica e caracterização impecável que lhe confere verosimilhança e credibilidade nas cenas cirúrgicas; com fotografia, montagem e música irrepreensível; Nip/ Tuck arrisca-se mesmo a tornar-se, tal como anuncia no seu site de apresentação “Uma série perturbadoramente perfeita”.
PS- Está no meu top 3 das melhores séries de sempre... Para quem nao conhece... Aconselho vivamente.

Depois da Cinefilia a Telefilia

Proliferação do mercado DVD e a grande aposta nos conteúdos televisivos



Martin Scorcese, realizador consagrado, recentemente afirmou: “O Dvd foi a melhor coisa que aconteceu ao cinema”. Scorcese afirma que tem milhares de títulos e que se sente profundamente atraído pelo objecto físico, como se ao possui-lo estivesse ao mesmo tempo a possuir um bocadinho do que aquele filme representou para o cinema. Hoje em dia poucos são os filmes que levam as pessoas ao cinema. Apesar de épicos como “Guerra de Estrelas” ou infantis como “Cars”, continuarem a encher auditórios, o cinema enquanto sala de espectáculos perdeu muito da sua mística e grandiosidade. O mercado de Dvd em contrapartida está em crescimento nos últimos anos, fenómeno que nem a crescente adesão à pirataria veio prejudicar. Na verdade cada vez mais são os apreciadores de cinema que gostam de apreciar um bom filme no conforto da sua casa, onde não têm de ouvir comentários desapropriados dos vizinhos da cadeira do lado nem enfrentar o irritante ruído do mastigar das pipocas. Para além disso, ir ao cinema é cada vez mais caro, enquanto que o preço dos Dvd´s para compra tem descido vertiginosamente, impulsionando o crescente número de coleccionadores. O facto de os aparelhos de televisão terem cada vez mais qualidade a preços mais acessíveis, vem acentuar esta tendência. Hoje em dia um blockbuster no cinema, é passado três meses um blockbuster no clube de vídeo e passado seis meses um blockbuster numa qualquer cadeia de televisão, pelo que uma ida ao cinema é cada vez menos justificada.
Com as séries de televisão o ciclo de vida é ligeiramente diferente das longas e curtas metragens. Uma série implica um compromisso que se pode prolongar por várias temporadas (por exemplo a série Friends durou 10 anos) e um trabalho de bastidores muito superior ao que um filme implica. Esperar pelo horário em que uma estação transmite o episódio semanal tornou-se um acto quase religioso e que faz o espectador criar uma relação mais intimista com o seu aparelho de televisão. Por outro lado os horários inconstantes e os cortes ininterruptos na programação fazem com que muitos espectadores não tenham paciência e dedicação para seguir a série assiduamente, impulsionando a compra de packs com as séries em lojas especializados. Para além desta ser uma forma de fugir à irregularidade da programação televisiva, é uma boa solução para os coleccionadores que cada vez mais se dedicam às séries de televisão em detrimento dos filmes.
Tal como há várias décadas se fala do termo “filme de culto”, é cada vez mais comum ouvir a expressão “série de culto”. Este é um fenómeno que começou com Twin Peaks de David Lynch e explodiu no século XXI com séries como Lost, Sopranos e Nip/ Tuck. A proliferação do mercado Dvd, veio abrir caminho para uma nova geração de séries cujo período de vida ultrapassa a exibição televisiva. Os próprios clubes de vídeo fazem agora a sua grande aposta nas séries em Dvd e o lançamento de cada nova temporada para aluguer é motivo de grande destaque ao nível do lançamento de uma grande produção cinematográfica.
Isto torna o mercado cada vez mais exigente e faz com que produtores e argumentistas de televisão se esforcem cada vez mais a nível estético e formal, aproximando estas disciplinas do cinema e afastando-as da televisão. As séries actuais são cada vez mais rodadas de forma cinematográfica, levando cada episódio um período de tempo de concretização equivalente ao de uma longa metragem. Seja a nível de argumento, de desenho das personagens, de cenários, de fotografia, de montagem ou de caracterização, as séries vestem cada vez mais a identidade do cinema, pondo as grandes produtoras a apostar neste nicho e actores de renome a catapultar do grande para o pequeno ecrã. Exemplo disso são os actores Alec Baldwin, Charlie Sheen, Brooke Shields, Kyra Sedgwick e Geena Davis que após anos de sucessos cinematográficos se renderam à tentação de serem as estrelas do seu próprio show televisivo. Por outro lado a televisão devolveu a fama a actores esquecidos do grande público, como aconteceu com Teri Hatcher que com Desperate Housewives voltou às luzes da ribalta. O mesmo aconteceu anos antes com Sarah Jessica Parker que após uma sequencia de filmes série B conheceu o sucesso através de Sexo e a Cidade. Hoje Sarah Jessica Parker é uma das actrizes mais bem pagas do cinema à semelhança de Jennifer Aniston, também ela uma ex-estrela de televisão.
Lynn Fero, vice-presidente da Paramount, responsável pelos conteúdos televisivos, afirmou que a televisão é neste momento uma enorme ameaça ao cinema como nunca antes tinha sido. Numa conferência dada no Teatro Maria Matos sobre a tecnologia digital, Lynn Fero revelou que o investimento que a Paramount fez em cinema no ano 2006 foi equivalente ao que fez em televisão, algo de inédito para uma produtora de Hollywood. Fero confidenciou aos jornalistas e aos diferentes convidados na área do cinema que acredita que a televisão voltou aos seus anos dourados e que irá cada vez mais roubar espectadores às salas de cinemas. No contexto da conferência, Fero frisou ainda que a tecnologia digital é essencial para que haja uma mudança de era da cinefilia para a telefilia.

Ora vamos lá falar de televisão...


Têm me chegado queixas que o blog anda adormecido. A verdade é que entre as inúmeras noites de copos e as viagens (que graças a deus) tenho planeadas para este Verão, não sobra muito tempo para cinemas. Vi o Spider Man em Nova Iorque, na rua onde se passavam partes do filme e confesso que adorei. Se calhar imbuída por aquele espirito de Times Square, levei a coisa mesmo a sério e não foram poucas vezes que saltei da cadeira. Houve tempo para gargalhadas e até um pouco de emoção. Mas, let´s face it: filmes como Spider Man não são a razão para este blog existir. Aqui pretendo passar um bocadinho ao lado daquilo que de mais comercial se faz, apesar de (e contra mim falo), hoje ter escolhido falar de televisão.


Ultimamente vejo cerca de 3 horas diárias de uma qualquer série de televisão. Seja ao fim da tarde depois de desesperar com a falta de sol, seja à noite naquele horário em que só há televendas. Depois de ter terminado o Prison Break, a Anatomia de Grey, o Lost, o Dexter e o Dirt, resta-me adoçar o meu Verão com alguma coisa mais light como por exemplo Gilmore Girls. Faltam-me duas temporadas de sete para terminar e depois partirei para Big Love, seguido de Wheeds e depois talvez 4400. Quero todas, comer todas que valham a pena.

E apesar de este ser um negócio da china para as produtoras, não considero que maior parte delas sejam produtos comerciais. São séries com muita qualidade que são vistas por muita gente.


A seguir transcrevo um texto que fiz sobre este novo fenómeno. Espero que gostem.


PS- que deliciosa a tv em Nova Iorque... série atrás de série all night long. Dos velhinhos e amados Friends, aos actuais Scrubs até às novissimas Army's Wives. Que bom.