sábado, 18 de abril de 2009

Fitas e mais fitas....

Depois de alguma contabilidade concluí que estes últimos meses andei a ver muitos filme. Nada de anormal se pensarmos que estudo cinema, mas tendo em conta que estive as últimas 4 semanas de férias em Portugal apenas de papo virado para o ar a apanhar sol e a beber caipiroscas a coisa até se torna mais ou menos notável. Tirando uns 15 filmes que vi no contexto universitário (filmes cuja banda sonora vale por si só, retrospectiva Japão dos anos 50, Hong Kong anos 90, França actual, Irão actual e por aí fora....) e que apenas salvaguardo o Chungking Express de Kai War Wong, por ter mexido qualquer coisa cá dentro, prefiro falar de filmes que vi por iniciativa própria, seja em idas ao cinema ou aluguer de DVD (pirata, eu? NUNCA!)



Aqui vão alguns que me lembro e uma injusta (por ser tão redutiva) avaliação de 0 a 20.

- Bride's War (12)
- Choke (15)
- Burn After Reading (12)
- No Country for Old Man (17)
- Young Victoria (15)
- The Duchess (14)
- He is just not that into you (13)
- Two Lovers (16)
- My best friend's girlfriend (14)
- The Wrestler (16)
- Little Children (15)
- Vicky Cristina Barcelona (15)
- Doubt (16)
- Slumdog Millionaire (15)
- The Curious Case of Benjamin Button (14)
- Milk (18)
- Confessions of a Shopaholic (12)
- The Reader (14)
- Camino (16)

Mankind is no Island....

Eu já conhecia, mas deixo aqui a sugestão de um fiel (e anónimo) leitor:

Deixo-te aqui um filme digno do teu blog em que o seu orçamento não passou dos 40$. Mas ganhou o Tropfest, e como tu deves saber, é o maior festival de curtas metragens do mundo. O Tropfest deixou Sydney onde se realizava há já 17 anos e no ano passado teve a sua primeira edição em Nova York. Este foi o filme vencedor, feito com a simples câmera de um telemóvel, "Mankind Is No Island".

sábado, 21 de fevereiro de 2009

81st Academy Awards


Pela primeira vez em muitos anos consegui o impensável que foi ver praticamente todos os filmes nomeados aos Oscars nas diferentes categorias. Dois motivos: 1º porque estudo cinema. 2º porque vivo em Inglaterra onde os filmes estreiam praticamente ao mesmo tempo que nos EUA (apesar do Benjamin Button ter estreado primeiro em Portugal do que aqui... vai se lá saber...).

Ao observar os nomeados 2008 não foi um grande ano para filmes. Não há nenhum nome que se destaque, motivo pelo qual talvez exista tanta euforia à volta de Slumdog Millionaire um filme que até podia ser bom, mas não é. Se calhar bastava mudar os 10 minutos finais e segundo o que constatei nos circulos cinematográficos onde me movo, esta é uma opinião generalizada. Mudava-se o final irritantemente feliz e até podia ser que nos esquecessemos dos mil e um cliches e a constante falta de verosimilhança que contituem as duas primeiras horas de filme. Danny Boyle também não é um grande realizador, o trabalho que mais gosto dele é o Transpotting, o único onde acredito genuinamente que ele não se perdeu no argumento como aconteceu nitidamente no The Beach.

Falando em campeões de nomeações temos The Curious Case of Benjamin Button, outra desilusão. Este filme tem um óptimo trailer, que deixa água na boca. Mas é só isso. Eu tenho um problema com filmes excessivamente longos, principalmente quando me canso de os ver depois da primeira hora. E o Button... Eu depositava esperanças em David Ficnher e achei que esta podia ser oportunidade de ouro, talvez até receba o Oscar pelo conjunto de trabalhos anteriores, mas.... Este filme do mesmo argumentista do grande Forrest Gump não é mais do que uma história fantasiosa, com pouca consistência e com muitas e estranhas semelhanças com o Run Forrest Run!

The Reader, tem a fabulosa Kate Winslet que com tantas nomeações, não me parece que desta vez lhe escape a estatueta... Mas mais uma vez lá vêm os meus "issues" cinematográficos e que me deixaram imediamente de pé atrás com este filme. Numa Alemanha pós Nazi, toda a gente fala inglês, e ainda por cima com uma tentiva de sotaque alemão só mesmo para irritar. Odeio, odeio, odeio a falta de compromisso que as produções cinematográficas têm com a lingua que deve ser falada no âmbito das historias em questão. O mesmo acontece em Slumdog.... O mesmo continuará a acontecer. E para mim filmes assim, nunca poderão ser grandes filmes. Para além disso The Reader desilude pela falta de consistência nas personagens e um argumento quemerecia ser melhor trabalhado.

Kate Winslet poderá ter pela frente Meryl Streep, que na sua 15ª nomeação constitui o fabuloso elenco de Doubt, um filme aparentemente simples do qual gostei muito. Frost/ Nixon não vi, li más e boas criticas mas dele não vou falar sem ter uma opinião sustentada. A verdade é: não vi porque não me atraiu. E isso parece-me motivo suficiente para não ser o filme do ano.

Chegamos a Milk. Eu adorei Milk. Gus Van Sant é um fabuloso realizador independente que merece o Oscar e o filme, sem ser pretencioso ao contrário dos outros mencionados, conta com uma fidelidade perturbante a história real de Harvey Milk que Sean Penn interpreta de forma fenomenal. Um segundo Oscar para este senhor por favor. É tudo que peço este ano a esta respeitosa (às vezes) Academia.

Secundários: Heath Ledger, sem dúvida. Pode até não ser o melhor, mas toda a gente gosta de uma boa homenagem a puxar à lágrima. Cá entre nós: ele até merece. Nas senhoras divido-me entre Amy Adams, brilhante em Doubt e Penelope Cruz que sem ter uma interpretação de luxo, dava o Oscar na única categoria a que este filme está nomeado. E Vicky Cristina Barcelona merece um Oscar, pelo menos no contexto cinematográfico de 2008.

Melhor filme animado, sem grandes surpresas e sem grandes filmes o Oscar irá para Wall-E, aposto 100 libras com que quiser! Nos argumentos, a minha categoria favorita, original deverá ir para Milk e Adaptado.... Para mim a grande dúvida noite... Talvez nesta categoria Slumdog Millionaire seja um justo vencedor, assim como Benjamin Button, filme de 3 horas adaptado de uma short story.

Como sempre que ganhe o melhor, o que nem sempre acontece... Mas mesmo sabendo disso e com a Industria a atroplear a passos largos a Arte eu continuo fascinada por esta cerimónia, senão mais curiosa com os vestidos, com os discursos e já agora... Com Hugh Jackman... Como será que este caramelo australiano se vai sair???

Amanhã a partir da uma da madrugada na ABC.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Bloody Snow

Eu sei.... Toda a gente vê as fotografias e diz: que lindo, tudo tão branquinho, que sorte estar rodeado de um cenário tão bonito. Para que fique claro: este é um cenário lindo, comovente até, quando se está em casa, com uma mantinha nas pernas, a beber um copo de vinho. Em contrapartida, para quem a vida continua de forma normal, a neve está a revelar-se um inferno vestido de branco na minha vida. Não há autocarros, os taxis recusam-se a vir à área onde vivo por ter muita neve na estrada, os stocks estão a acabar-se nos supermercados e por consequência a minha vida social fica reduzida a muito pouco. Estou literalmente presa em casa, não pude ir ao jantar de anos de uma amiga e corro sérios riscos de perder a minha viagem para Portugal na próxima semana uma vez que, surpresa das surpresas, a linha de comboios está cortada e os voos a serem cancelados. Por isso.... Eu fico aqui com a minha garrafa de champanhe (coisa que ainda havia no supermercado) a curtir a minha sexta feira (forçosamente) de movies night e vocês fiquem com as fotos da odiosa neve nesta pacata cidade chamada Bristol.




(Pictures from BBC Bristol)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

My Top 10 TV Shows of 2008

- How I Met Your Mother
- Tudors
- Lost
- Entourage
- Californication
- Brothers and Sisters
- Grey's Anatomy
- Gossip Girl
- Private Practice
- Dexter

sábado, 6 de dezembro de 2008

Pó de Arroz.

Durante muitas, muitas noites a pequena Raquel adormeceu de lágrimas nos olhos, agarrada ao seu boneco de peluche (ainda não era o George mas sempre existiu um) a pensar na pena que tinha de Carlos Paião e na possibilidade de que um dia o mesmo lhe pudesse acontecer: ser enterrado vivo! Este é um mito urbano que percorreu a minha infância e que a Irene, que trabalhou muitos anos lá em casa, me fazia questão de contar, principalmente antes de eu ir dormir. Eu não sei a veracidade desta história e acho até de mau gosto explorá-la mas o certo é: eu cresci com Carlos Paião. Ouvir as suas músicas traz-me memórias de infância, as mais doces e as mais amagras, substituídas mais tarde por versões ouvidas em noites infindáveis de karaoke no pixote ou tal como esta: cantadas por quem o sabe fazer. Eu gosto do Tiago & dos Mantha. Adorei o concerto deles e um dia hei de postar os videos dessa noite. E assim em jeito de homenagem a uns e a outros a todos a quem a ouvi cantar (sem esquecer a mamã) aqui fica este pó de arroz.



PS- Entre desabafos pessoais e um outro fait divers noto que este blog se está a tornar demasiado musical. Não considero que seja mau, mas se quiserem ler algumas das coisas que vou escrevendo sobre cinema venham aqui.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Pensamento do dia.

Estar doente de cama é mau.
Estar doente de cama em Bristol é pior.

sábado, 1 de novembro de 2008

Isto é Portugal.


Desde que estou em Inglaterra que aprendi a dar valor a todas as pequenas coisas que me rodeavam no meu dia a dia, seja em Guimarães, seja no Porto. Acima de tudo aprendi a dar valor ao que significa ser português. E acreditem. Significa muito. E apesar de uma ou outra pessoa me acusarem de um certo nacionalismo exacerbado, continuarei a defender o que me orgulha no país tanto como a criticar aquilo que me decepciona. Esta música... Linda... O génio de Carlos Paredes soa-me tão familiar como chegar a casa... Esta música é Portugal...

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Vitória de Guimarães

Eu nasci em Guimarães, numa quinta feira fria no velho hospital de Azurém. Com 4 anos fui viver uma temporada para a Póvoa e aos 9 fiquei lá de vez. Fiz o ciclo e o liceu na Póvoa e até ir estudar para o Porto, considerava-me poveira de gema. Por volta dos 20 anos comecei a ir com mais regularidade a Guimarães. O meu pai sempre viveu lá, mais tarde a minha mãe e os meus irmãos também. No início odiava a cidade, achava que eram todos uns pacóvios, excessivamente materialistas e muito preocupados com aquilo que os outros vestiam ou conduziam. Aos poucos fui aprendendo a gostar do Berço da nação. Fiz alguns bons amigos que me ensinaram a gostar da cidade, a gostar de passar tempo nela. Hoje em dia acho que Guimarães é uma cidade lindíssima, onde se pode comer muito bem e essencialmente onde há muita qualidade de vida. Mas eu não conhecia o Vitória... Sempre soube do fanatismo que rodeava a equipa de futebol, mas até ir ao primeiro jogo, há alguns meses atrás, desconhecia de todo o quantos os vimaranenses vibram com a equipa. E apesar de ser benfiquista aos poucos fui me convertendo, porque este bairrismo é absolutamente de louvar. Hoje em dia o Vitória não é uma equipa pequena, mas já o foi... E o amor continuava o mesmo... Não falo de alguns exageros porque em todos os amores incondionais há sempre alguém com atitudes excessivas... E apesar de muitas críticas a este fanatismo acho que é preciso ver para entender do que se trata. Em baixo um vídeo feito no jogo de segunda feira onde o Vitória empatou com o arqui-rival Sporting de Braga. O filme retrata o espírito vivido uns minutos antes do jogo e apesar do estádio não estar cheio, acho que a emoção sente-se no ar.
Saudações vitorianas a partir de Bristol!


quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Portugal vs UK

O meu amigo João Ginete que veio estudar uma engenharia esquisita para Bristol há um ano atrás fez umas comparações entre Portugal e Inglaterra que achei que seriam interessantes publicar. Ao fundo, a minha perspectiva que nitidamente é diferente da do João... A idade pesa... =)

"10 coisas que em Inglaterra funcionam melhor do que em Portugal
Provavelmente não são dez, mas é um número que fica sempre bem num título. Para quem não sabe (algum pobrezinho que foi obrigado a ler o meu blog como forma de tortura), eu sou oficialmente um emigrante desde há uma semana. Prometo que não vou fazer a típica conversa de pacóvio-que-vai-ao-estrangêiro e fica maravilhado (pelo menos depois do fim deste post) mas acho que não é de muito mau gosto apontar as diferenças no dia-a-dia das duas culturas.

Para já, demorei 20 minutos a abrir uma conta do banco. E é uma conta de alguém que não vive em Inglaterra, o que torna as coisas um bocado mais complicadas... Por outro lado, o meu gerente de conta tem uns trejeitos bastante estranhos que incluem cantarolar as músicas que dão na rádio enquanto preenche a papelada. Não se pode ter tudo...

Já que estamos numa de burocracias, a minha inscrição na faculdade demorou cerca de 30 segundos, mais outros 30 para verificarem o meu passaporte, o que teria sido perfeito, não tivesse tido lugar às nove da manhã

Transportes públicos - Os autocarros passam a uma hora exacta, que está escrita em cada paragem. Por exemplo, o 8 (sim, aqui eles ainda não se lembraram de espetar um sete antes dos números dos autocarros) passa às 16, 32 e 51 de cada hora numa paragem aqui ao pé. E passa MESMO. É verdade que é uma cidade mais pequena, mas mesmo assim - um sistema de transportes que serve meio milhão de pessoas e de facto funciona... parece-me bem.

A organização da cidade - À volta dos edifícios da Universidade há tudo o que um aluno poderá alguma vez precisar ao longo dos quatro anos dos curso. Teoricamente eu não precisava de me afastar mais de quinhentos metros da escolinha para comprar qualquer coisa. Tentem fazer isso na Cidade Universitária e morrerão à fome em 15 dias.

Desporto - melhor que o Estádio Universitário (que já é do melhor que temos), menos a piscina, que tem uns 15 metros a menos... Fora isso tem tudo e mais alguma coisa, até uma clínica de Medicina Desportiva (à pala) e é consideravelmente mais barato que qualquer ginásio.

Televisão - Cá não há Chiquititas.

Imperiais - 30 centilitros é pra meninas! Aqui os Pints é que mandam, e isso são quase 60cl... Ah, e eles bebem que nem uns animais, não sei se já vos tinham dito. Para além disso, na Fresher's Week (que acabou ontem... Sniff sniff) tivemos festas todos os dias, desde uma School Disco em que toda a gente vestiu uniformes da escola (muito boas paisagens nesse dia) até uma Toga Party, em que os lençóis da cama foram a indumentária, tivemos de tudo. A minha toga é que não correu muito bem, passei metade da festa a estrabuchar para não mostrar ao mundo o meu corpo escultural.

(espero que certas pessoas percebam que estou a ironizar a parte do corpo escultural, senão vão acabar a chamar-me "palhaço arrogante" outra vez. Ou então a pedir-me o número de telefone de vez em quando... Se calhar não era mal pensado)

Supermercados - É verdade, aí têm uma coisa com que trão de se começar a preocupar quando sairem de casa (o que, no caso dos meninos da Católica, acontecerá mais ou menos quando conseguirem tirar a carta...). As marcas dos supermercados são estupidamente baratas (Sainsbury's é do melhor) e igualmente boas. Estão a ver as Walker's? Pronto, a "marca branca" custa um décimo do preço e não consigo distinguir as duas... (ok, eu não comprei as duas para comparar. Um pacotezinho de Walker's era capaz de esgotar o meu orçamento para o mês inteiro, mas fica a ideia...)

Internet - Paguei pelo ano inteiro o que em casa pagaria por dois meses, e é estupidamente rápida. Infelizmente não se pode fazer downloads de coisas más (tipo músicas, OK?!) senão os geeks que estão a vigiar os servidores 24 horas por dia dão-nos tau tau.

Fresher's Fair - É o sítio onde nos inscrevemos nas sociedades e nas equipas de desporto da universidade e onde nos dão todo o tipo de coisas grátis. Desde desodorizantes até uma espátula que se tornou num objecto de taoísmo e, consequentemente, na mascote oficial do nosso corredor, era possível construir todo um enxoval com os produtos oferecidos naquela feira. Ah, e a associação de estudantes deixou-nos um saco com uma data de coisas, das quais se destacava um exemplar da FHM inglesa. Como devem imaginar, a população masculina tirou a revista e deitou o saco pela janela fora...

7 coisas que funcionam melhor em Portugal do que em Inglaterra

O tempo - Confesso que fiquei surpreendido! Nas últimas duas semanas só tivemos dois dias de chuva... nada mau, devo dizer. O piqueno problema é que em Lisboa estão tipo 30 graus! E aqui o pessoal anda todo a bater o dente... Eu, um rapaz forte e viril, tenho de andar de camisola às costas! (no sentido figurado, não é como aquele pessoal que vai à bola literalmente com o belo do pulloverzinho às costas) Enfim, não se pode ter tudo...


Os sacanas dos carros - Aparentemente anda tudo em contramão por estes lados. Já não se contam pelos dedos das mãos as experiências de perigo eminente que eu já ultrapassei, ao atravessar a rua olhando para o lado esquerdo, enquanto um autocarro de 78 passageiros se aproxima perigosamente pelo lado contrário... Qual é a ideia?! Se todo o santo Mundo anda pela direita, porque é que estes tipos há-dem de andar (tenho saudades dos taxistas lisboetas, desculpem) pela esquerda?!

Aquilo a que eles chamam "sair à noite" - Que, em Lisboa, seria um jantar fora. Estes tipos jantam às 5 e meia, saem às oito da noite e as coisas fecham às duas da manhã. Por um lado é muito esquisito, mas até dá o seu jeito para quem tem aulas no dia seguinte de manhã...

Moeda - os Ingleses possuem o sistema monetário mais avassaladoramente estúpido à face da terra. Só para terem uma ideia, a moeda de 2p é do tamanho da moeda de dois euros, enquanto que a de 20p é mais pequena que a de 5 cêntimos... E depois há aquela questão do olhar para o preço e pensar inconscientemente em Euros em vez de Libras, especialmente em coisas grandes. Um livro (por livro entenda-se calhamaço estupidamente grande) por 50 Euros é razoável, mas 50 Libras são 75 Euros, mais coisa menos coisa... E aí já doi um bocado.

Ice Tea - Aqui não há disso. Nota-se que eu estou a ficar sem ideias e que o desespero se apodera de mim quando me refiro à falta de ice tea como uma falha na cultura britânica, mas é verdade, e é só um exemplo de coisas boas que nós temos e eles não.

Pequeno almoço - O que raio é aquilo?! Salsichas, bacon e ovos ao pequeno almoço?! Mas tá tudo parvo?! (a exclamação interrogativa está em grande) Qualquer pessoa normal fica enjoada ao ver alguém enfardar enchidos logo de manhã, quanto mais ser obrigado a comer daquilo. Felizmente não é o caso, porque eles também têm o pequeno almoço "Continental", que é ligeiramente menos fulminante.

Música - Sinto falta de personagens como Tony Carreira, Nel Monteiro ou até o tio Quim Barreiros para adocicar o panorama musical... A sério! Aqui não se faz música mesmo mesmo má, só mázinha... Enfim, não se pode ter tudo.

Aparentemente Portugal ficou a perder neste balanço, mas eu não consigo mesmo encontrar mais aspectos negativos... Se entretanto me lembrar de alguma coisa aviso, não se preocupem!" - 12 de outubro de 2007 in proglemas.blogspot.com

Eu. Bristol. Um ano depois.
Vamos lá avaliar...
Supermercado concordo, transportes concordo, cerveja concordo, burocracias concordo...
Quanto ao resto.... Se eu vivo numa casa que só tem 5 canais de tv, se a minha internet pela qual paguei 75 libras demora-me 5 horas para tirar um único episódio de uma série, se o ginásio está cheio de pessoas feias e os balneários metem-me nojo, se as festas universitárias implicam meninas semi-nuas a mostrar a real celulite no joelho, putos imberbes a vomitarem uns em cima dos outros e a música mais azeteira de sempre... Acrescentando a isso o facto de esta gente não tomar banho, serem fisicamente aberrantes e culturalmente muito inferiores... De eu ter sido quase atropelada vinte vezes (ontem esteve quase a acontecer se não me tivesses arrancado do meio da estrada tipo super herói que estica o braço...) E estar sempre um frio e uma chuva que não se aguenta!!!
Eu não sei... Mas as minhas duas semanas em Bristol em 2008 são muito diferentes das tuas em 2007 na balança Portugal-Steaksland.
Vamos esperar que a cerveja compense todo o resto =)