segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
sexta-feira, 22 de junho de 2018
Altura makes me Higher!
Eu adoro o formato do Tumblr, adoro ver imagens bonitas, frases que me identifico e trechos de filmes e fazer reblog construíndo o meu próprio mosaico, tão cru quanto honesto, uma espécie de querido diário visual. Nos últimos tempos no entanto, em algumas situações com mais tempo, tento ser eu a criar um mood board original. Aconteceu a semana passada em Altura, a tal Altura que vocês estão fartos de me ouvir aqui falar, o meu Algarve que cheira mais forte a flor de laranjeira e onde me sinto sempre tão mais alto, tão feliz. E porque ontem foi Solstício do Verão (mas sem Verão a dar a cara) e porque eu sou a Solstice Child (literalmente nascida no Solstício de Inverno de 83), aqui está muita luz, muito sol, muita areia clarinha e céu azul. Para que vocês tenham também um pouco do Verão que tive durante umas curtas mas revigorantes férias.
terça-feira, 5 de junho de 2018
O Portugal do Gelatto
No outro dia à hora do almoço conheci um senhor do Kentucky,
ele estava a viajar desde Outubro, esteve na Índia a fazer voluntariado uns
meses e agora para terminar a viagem decidiu visitar os países mediterrânicos.
Visitou Itália, fez o caminho de Santiago e disse uma coisa muito bonita sobre
o Porto: "Parece que nunca nada me pode correr mal no Porto. Mesmo quando
corre mal, acaba por correr bem." Era um homem culto, afável, e perspicaz.
Chamava-se Gelatto, e ficamos à conversa imenso tempo. Às tantas perguntou-me
uma coisa e eu fiquei bem sem lhe saber responder. Disse-me: "Mas porquê
que os Portugueses estão sempre a falar sobre o grande que foram, a lamentar o
império que perderam?", "Nunca tinha pensado nisso - disse-lhe - acho
que tem a ver com o nosso fado".
E ele então deu-me esta analogia: "Sabes, eu vejo
Portugal como a casa da nossa avó que vamos visitar poucas vezes porque é muito
longe. A casa é pobre, tem as portadas partidas porque não há dinheiro para
arranjar. As paredes estão mal pintadas e a casa por dentro é igual. Mas depois
ela convida-nos para chá e uma fatia de bolo e nós aceitamos. E a avó serve-nos
o chá numa caneca que está um bocadinho partida e num prato estalado. Mas
sabes, é o chá e o bolo mais delicioso que já comemos na vida. Entendes?"
Perante isto fiquei calada, pensativa. A minha reacção
inicial era protestar, que não somos nada assim, mas o que é que ele estava a
dizer? Mas depois entendi bem o que ele me queria realmente transmitir. E
fiquei feliz. E orgulhosa. Sim, por vezes a nossa caneca pode ser meia mal
encavacada, mas não tenho dúvida nenhuma que o conteúdo é o mais saboroso e
feito com a melhor intenção deste mundo. E assim nos definiu o Gelatto: Meios
toscos por vezes mas com um coração maior que os metros quadrados que nos
limitam. Às vezes é mesmo preciso que uma pessoa nos veja de fora, para que nos
possamos perceber por dentro. Obrigada Gelatto, eu e Portugal agradecemos.
terça-feira, 13 de março de 2018
We were born to make history
"Gentlemen, welcome to Fight Club. The first rule of Fight Club is: you do not talk about Fight Club. The second rule of Fight Club is: you DO NOT talk about Fight Club! Third rule of Fight Club: someone yells "stop!", goes limp, taps out, the fight is over. Fourth rule: only two guys to a fight. Fifth rule: one fight at a time, fellas. Sixth rule: No shirts, no shoes. Seventh rule: fights will go on as long as they have to. And the eighth and final rule: if this is your first time at Fight Club, you have to fight."
(5 pontos na sobrancelha, lábio aberto.
Luta com as minhas baixas tensões.)
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
Oscars 2018 - The Before Post
Este ano não vou entrar em justificações porque acho assim ou assado, porque já o fiz em cada post para trás, em que cada filme aqui mencionado é brevemente analisado por mim. Podem ter acesso a todos eles carregando aqui.
Um apontamento, ou lembrete, aliás 2. James Franco e o seu Disaster Artist foi esquecido, e se no ano passado Casey Affleck ganhou o Oscar mesmo com um processo de assédio provado em tribunal, este ano o #timesup não permitiria tal coisa. O que quererá isto dizer no futuro? Daí que eu ache que possamos ter uma surpresa com Call me by your name e o seu caractér naive. Era uma consagração do cinema europeu e era apoteótico, tal como foi o ano passado com Moonlight. Assim o esperamos.
Apontamento número 2: Já ouviram falar do "Síndrome All About Eve"? É provável que não, porque acabei de o inventar. (este trecho já vem do ano passado). O All About Eve, a par de Titanic, a par do nosso La La Land teve 14 nomeações aos Oscars. Sabem quantos prémios ganhou? Seis! Três deles técnicos e nenhum de desempenho principal (recordo que tinha nada menos que duas actrizes nomeadas para esse prémio, perderam para Judy Holliday). Passamos de 1951 para 2008: The Curious Case of Benjamin Button, nomeado a 13 Oscars, quantos ganhou? Três, todos eles em categorias técnicas. Vamos então a 2010: True Grit teve dez nomeações, incluíndo melhor filme, realizador, argumento, desempenhos. Quantos ganhou? Zero. E a lista continua, há muitos exemplos. Percebem onde quero chegar?
Nomeações não são tudo, arte cinematográfica é diferente de indústria cinematográfica. Acredito que o mesmo se vá passar com The Shape of Water, apesar de que Melhor Realizador ninguém tira a Del Toro, mas veremos se não sai daqui uma grande surpresa (desilusão) da noite. Aqui estão as minhas apostas:
Nomeações não são tudo, arte cinematográfica é diferente de indústria cinematográfica. Acredito que o mesmo se vá passar com The Shape of Water, apesar de que Melhor Realizador ninguém tira a Del Toro, mas veremos se não sai daqui uma grande surpresa (desilusão) da noite. Aqui estão as minhas apostas:
Este ano o excitamento é grande, consegui ver os flmes todos, nomeadamente os nomeados a melhor argumento, que são para mim os dois prémios mais importantes da noite. Consegui ver os filmes atempadamente, criar uma opinião sobre eles, acompanhar de perto os outros prémios barómetro, o panorama politico-social, #fuckthedresses. Larguem o telefone, o computador, as redes sociais. O cinema permite-vos sensações e lições que não conseguem em mais lado nenhum. Esta é a semana mais excitante do ano, participem activamente nela, eu estarei por aqui!
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
Darkest Hour
Este filme foi para mim uma surpresa e ao mesmo tempo uma desilusão. Enquanto filme no seu todo não me preencheu, desapontou e deixou sabor a pouco. Enquanto filme que é um "character movie", como já The Queen tinha sido, o filme, ou perdão Gary Oldman é surpreendente. Sem ser um biopic puro, todo o filme gira à sua volta, e ainda que orbitem bons actores com bons desempenhos, como Kristin Scott Thomas como sua mulher, não tem screen time suficiente para brilhar. O que é uma pena, pois está espantosa. Mas fixemo-nos em Gary Oldman, o único que há para comentar sobre este filme. A caracterização extensiva a que foi sujeito é de deixar qualquer um de queixo caído. Carrega em próteses mais de metade do seu peso e às tantas, naquele perfil muito próprio quase Hitchockiano, deixamos de saber onde acaba Oldman e começa Churchill. Ele estudou a personagem durante um ano, os maneirismos e timbre de voz são assustadores de realistas, ele fumou até 400 charutos. Sim, sim é um character movie, daqueles que se fazem para actores ganharem oscars pelo papel de suas vidas. E ainda que o filme tenha boas falas (também Churchill o tem) e boas cenas (como a do metro que infelizmente não aconteceu na vida real) temo que o filme se esgote em Oldman. Como disse quando recebeu o Globo, a sua mulher adormecia com Winston Churchill e acordava com Gary Oldman. Eu não sei qual dos dois vencerá o Oscar e subirá ao placo para discursar. Mas ambos estão de parabéns. São histórias de vida assim que fazem a história do cinema. 7/10
Subscrever:
Mensagens (Atom)



































